- Autor
- Jaecir Crasnievicz
- Orientador(a)
- Luis Alberto De Boni
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Tomás, ao falar nas relações humanas, refere-se a dois tipos : relação do homem com Deus e relação dos homens entre si. Preocupou-se com essa última, como é patente no longo tratado teológico a esse respeito. Dá ênfase ao estudo das virtudes cardeais, cujo exercício é uma condição para alcançar o fim último das ações nesta vida. As relações humanas são cada vez mais complexas, o que redunda em dificuldade para observar a justiça. Essa preocupação é atual. Observa-se, de certo modo, apenas o sentido que a lei oferece à justiça : ser justo é estar conforme com a lei. Ora, há a possibilidade de existirem leis injustas. Faz-se necessária uma visão mais ampla da justiça. A justiça é tida como uma virtude moral; e a conformidade com a lei é apenas um de seus aspectos. Tomás define a virtude da justiça como um hábito pelo qual, com vontade constante e perpétua, atribuímos a cada um o que lhe pertence. Sintetiza, assim, em uma única e complexa concepção, as definições da justiça de Aristóteles, Cícero e Agostinho. A justiça denota a virtude de viver segundo as normas que definem as relações entre as pessoas e também o padrão de retidão exigido de cada um. O """"outro"""" define a igualdade, na medida em que lhe é devido o que lhe é adequado pela determinação da lei humana, que, em última instância, se fundamenta na lei eterna.
