- Autor
- Michaella Carla Laurindo
- Orientador(a)
- Ines Lacerda Araujo
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
O intuito é investigar o conceito de perversão na visão de Freud a fim de apontar se há continuidade ou ruptura com o discurso psiquiátrico. O presente trabalho é pautado em duas perspectivas, uma acerca da concepção freudiana e a outra acerca da concepção foucaultiana de perversão, portanto, dois aspectos são abordados: a crítica de Foucault, no que se refere à psicanálise estar ou não inserida no dispositivo de sexualidade (sendo assim, fonte de saber-poder); discussão sobre a psicanálise ser responsável pela despsiquiatrização da noção de perversão. O conceito é rastreado desde o seu surgimento na psicopatologia em meados do século XIX até os dias atuais. É possível evidenciar que em psicanálise “perversão” não é sinônimo de “maldade” ou “comportamento desviante”. São elucidados nesta obra os conceitos dos dois teóricos referentes ao tema: sexualidade infantil, degeneração, instinto/pulsão; a aliança do casal heterossexual como modelo; laço entre judiciário e psiquiatria para definir os perversos, dispositivo de sexualidade. Foucault não aborda diretamente a questão do conceito de perversão e não pretende fazer uma análise no sentido de contestar sua veracidade. O seu cunho crítico incide sobre as bases em que a psicanálise assentou seu conhecimento, as noções provindas da psiquiatria e a tentativa de especificação dos indivíduos a partir da sexualidade.
