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Dissertações

A partir da causalidade em Davidson: uma discussão acerca dos relata e leis da natureza

Allan Patrick de Lucena Costa

Dissertação
Autor
Allan Patrick de Lucena Costa
Orientador(a)
Giovanni da Silva de Queiroz
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Allan Patrick de Lucena Costa. A partir da causalidade em Davidson: uma discussão acerca dos relata e leis da natureza. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Giovanni da Silva de Queiroz.3

Resumo: A tarefa que se põe neste trabalho é a de examinar como Donald Davidson entende a análise da causalidade, o que está envolvido nessa relação – sua ontologia – e, por conseguinte, examinar o que ele entende que seriam as leis da natureza – como enunciados causais universais – e sua ligação com os enunciados causais singulares. Tais questões giram em torno da assunção, em Davidson, que eventos constituem uma categoria ontológica fundamental, e que enunciados causais singulares instanciam leis causais que, em sua forma, pouco difeririam de tais enunciados singulares, isto é, leis seriam enunciados causais gerais extensionais. Será levada adiante, no entanto, uma argumentação a favor da idéia de que seriam as entidades físicas fundamentais que constituiriam mais apropriadamente os relata causais, alimentada por uma investigação que tomará dois caminhos: o primeiro de levantar um breve histórico da noção de causalidade; e um segundo, buscando um diálogo com a Física – com uma estratégia que, por fim, se mostrará infrutífera. Com isso, o tratamento dado por Davidson se apresentará, de fato, como mais satisfatório, de maneira que os relata da relação de causalidade serão eventos, particulares datados e como tais, sujeitos à quantificação, selecionados por descrições e sujeitos às regras da lógica extensional. No outro pólo de nossa investigação, será encaminhado um exame das características das leis da natureza, em especial, das leis da Física, haja vista a perspectiva fisicalista aqui adotada como ponto de partida. Defenderemos, contra Davidson, que leis são enunciados intensionais, de modo que os enunciados causais singulares não seriam, segundo nossa argumentação, instâncias de leis no sentido de que tais enunciados poderiam ser construídos por substituições de termos coextensionais dos enunciados das leis. Haveria algo como uma mudança de assunto ao usar leis para criar enunciados causais singulares; mais precisamente, as leis físicas ofereceriam elementos para a construção de tais enunciados.