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Dissertações

A PERPÉTUA CONDIÇÃO HUMANA: UMA DISCUSSÃO SOBRE OS FUNDAMENTOS DA NATUREZA HUMANA NO LEVIATÃ DE HOBBES.

Genésio Alves Linhares Filho

Dissertação
Autor
Genésio Alves Linhares Filho
Orientador(a)
Fernando Jader de Magalhães Melo
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Genésio Alves Linhares Filho. A PERPÉTUA CONDIÇÃO HUMANA: UMA DISCUSSÃO SOBRE OS FUNDAMENTOS DA NATUREZA HUMANA NO LEVIATÃ DE HOBBES.. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, PE. Orientador(a): Fernando Jader de Magalhães Melo.2

O objetivo desta dissertação é discutir a concepção de natureza humana em Hobbes - apoiada, principalmente, no Leviatã -, procurando demonstrar que esta natureza é imutável para aquele pensador, não importando se este homem esteja num estado de natureza ou num estado civil. A instância política não tem alcance na esfera ontológica, a sua função não é reformar a natureza deste homem mas, apenas procura controlar e coibir os excessos das tendências e egoísmos particulares. Para isso, parte-se de uma investigação sobre qual era o significado ou o conceito de natureza humana para a Grécia antiga, depois para a medievalidade, com o intuito de mostrar as diferenças e aproximações com a concepção de Hobbes. É apresentado também, o conceito de contrato no mundo grego antigo e na Idade Média, confrontando-as com a visão hobbesiana, que também, é analisado nas obras Elementos e De Cive até sua forma definitiva no Leviatã. Faz-se um breve desvio da linha de raciocínio da dissertação para mostrar a repercussão e influência da teoria política de Hobbes até os dias atuais, destacando alguns pensadores críticos como Locke, Montesquieu e Rousseau, e alguns intérpretes da contemporaneidade. Por fim, discute-se a problemática central desse trabalho, confrontando as posições de alguns teóricos. Conclui-se assim, com a defesa de que a proposta da teoria política de Hobbes é efetivar um Estado controlador e coibitivo das tendências humanas, não um Estado reformador da natureza deste ser. Esta natureza é imutável para o Leviatã. Como Hobbes desconfia deste homem, pois sabe do que é capaz, cria esta instituição artificial legítima e com autoridade soberana, exatamente, para conter as transgressões às leis da boa convivência social.

Palavras-chave: