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Dissertações

A PERSPECTICA OBJETIFICADORA DA CIÊNCIA MODERNA COMO IMPOSSIBILIDADE DE UMA ARGUMENTAÇÃO ECOÉTICA

SIMONE CÔRTE REAL BARBIERI

Dissertação
Autor
SIMONE CÔRTE REAL BARBIERI
Orientador(a)
Hans-Georg Flickinger
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1999
1999SIMONE CÔRTE REAL BARBIERI. A PERSPECTICA OBJETIFICADORA DA CIÊNCIA MODERNA COMO IMPOSSIBILIDADE DE UMA ARGUMENTAÇÃO ECOÉTICA. 1999. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Hans-Georg Flickinger.2

Nosso problema parte do pressuposto de que o modo como o homem conhece determina necessariamente o modo como ele age no mundo. Ou seja, o saber implica no agir, na exata medida em que possibilita o domínio sobre o que é conhecido. Na modernidade, sobretudo a partir de Kant, a ciência se fundamenta na autonomia da razão frente à natureza desmitificada, cuja principal conseqüência é a sua objetificação, legitimando seu uso indiscriminado e uma atitude humana irresponsável, assim como predatória com seu objeto de conhecimento...Nosso objetivo é questionar a legitimidade desse agir indiscriminado para com a natureza, tendo por um lado, sua nocividade diante dos efeitos causados por nossa própria ação ao longo da nossa existência, e por outro lado, o próprio valor intrínseco da natureza que exigiria do homem uma postura responsável, para então verificar a possibilidade de estabelecer um vínculo ético, entre homem e natureza, ou seja uma ecoética. O caminho para fazê-lo é um pensamento crítico sobre a própria modernidade, a partir de Adorno, Horkheimer e Touraine...A solução que encontramos com Singer e Jonas, está em uma relação de simbiose entre homem e natureza, onde ambos possuem valor intrínseco, e portanto ambos devem ser livres para executar suas finalidades. O que só é viável a partir de um relacionamento baseado em respeito e responsabilidade, estabelecendo um vínculo ético, criando uma relação de interdependência. Só assim o homem deixará de ser o sujeito divinizado na modernidade e a natureza finalmente poderá perguntar pela responsabilidade humana, e pelo seu direito, enquanto alteridade.