A PROBLEMÁTICA DA LINGUAGEM EM MERLEAU-PONTY: A FALA FALADA E A FALA FALANTE
LIAMAR FRANCISCO
- Autor
- LIAMAR FRANCISCO
- Orientador(a)
- MARCOS JOSE MULLER GRANZOTTO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2015
A PRESENTE DISSERTAÇÃO SOBRE O TEMA “A PROBLEMÁTICA DA LINGUAGEM EM MERLEAU-PONTY: A FALA FALADA E A FALA FALANTE” APRESENTA UM ITINERÁRIO DA PROBLEMÁTICA DA LINGUAGEM NOS TRÊS PERÍODOS CONTEMPLADOS NAS OBRAS FENOMENOLOGIA DA PERCEPÇÃO (1945), A PROSA DO MUNDO (1950) E O VISÍVEL E O INVISÍVEL (1960) DO FILÓSOFO FRANCÊS MERLEAU-PONTY. PRIMEIRAMENTE, A ANÁLISE DA OBRA DE 1945 TEM COMO OBJETIVO APRESENTAR OS ARGUMENTOS SOBRE A FUNÇÃO DA FALA NA APROPRIAÇÃO DO PENSAMENTO. TRATA-SE DE MOSTRAR QUE A LINGUAGEM É O MODO DE LIGAÇÃO ENTRE O MUNDO DA PERCEPÇÃO, DO MUNDO HUMANO E DA FUNDAÇÃO DA CULTURA, ENQUANTO MEIO DE INTERAÇÃO ENTRE AS INTERSUBJETIVIDADES. MAS, POSTERIORMENTE, O FILÓSOFO RECONHECE QUE NESTA OBRA AINDA PERMANECE ALGUNS PROBLEMAS, PRINCIPALMENTE AO QUE CHAMOU DE MÁ AMBIGUIDADE. SEJA, A LINGUAGEM É AO MESMO TEMPO MODO DE PRODUÇÃO DO PENSAMENTO, MAS SUPÕE UM COGITO TÁCITO. EM A PROSA DO MUNDO, MERLEAU-PONTY AMPLIA A FORMA DE VER A LINGUAGEM, ENQUANTO DIFERENCIAÇÃO DOS GESTOS, QUE SE ENCONTRAM EM TODA PARTE, INCLUSIVE PARA ALÉM DO MUNDO CULTURAL E DA INTERCORPORIEDADE E QUE O MUNDO DA PERCEPÇÃO JÁ É, ELE MESMO LINGUAGEM. E, EM 1960, NA OBRA INACABADA O VISÍVEL O INVISÍVEL, RECONHECE QUE É NECESSÁRIO ESCREVER UMA NOVA ONTOLOGIA, NÃO MAIS PREOCUPADA COM O EM SI E O PARA SI E SIM DE MOSTRAR QUE A LINGUAGEM ASSIM COMO A VISÃO, O OLFATO, O TATO É, PRIMEIRAMENTE, UMA IDEALIDADE DE HORIZONTE QUE SE EXPRIME NA DIFERENCIAÇÃO DOS CORPOS, ATÉ O PONTO DE SEDIMENTAR IDEALIDADES PURAS OU PENSAMENTO. MERLEAU-PONTY RETOMA A TEORIA DA FALA FALADA E FALA FALANTE CHAMANDO AGORA DE LINGUAGEM FALADA E LINGUAGEM FALANTE, EFEITOS DA PRÓPRIA DIFERENCIAÇÃO DO CORPO SENSÍVEL, OU SEJA, QUIASMA. ENTÃO EM 1945, NA FENOMENOLOGIA DA PERCEPÇÃO, MERLEAU-PONTY DIZIA QUE A LINGUAGEM É O CORPO. E, EM 1950, AFIRMAVA QUE O CORPO É LINGUAGEM E AGORA VAI DIZER QUE A LINGUAGEM É EFEITO DO QUIASMA ENTRE OS CORPOS.
