A questão da justiça: ação e sabedoria na República de Platão
VALCICLÉIA PEREIRA DA COSTA
- Autor
- VALCICLÉIA PEREIRA DA COSTA
- Orientador(a)
- MARIA DAS GRAÇAS DE MORAES AUGUSTO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1997
A discussão da forma como os homens devem agir, encontra nos gregos antigos um campo fértil ao debate que procura demonstrar ao mesmo tempo, o funcionamento do kosmos e o funcionamento das organizações humanas. Essas discussões expõem a complexidade de algumas questões e as possibilidades de soluções. Platão não responde apenas aos problemas do agir humano em determinadas situações, mas em todas as situações que envolvem uma decisão qualquer. São as decisões que resultam na harmonia ou desarmonia dos elementos envolvidos numa associação que diferenciam o homem virtuoso do homem vicioso. A possibilidade do homem mascarar suas decisões impulsiona a construção pelo logos de três paradigmas de cidades: a primeira onde os homens poderiam viver, a segunda onde eles vivem e a terceira onde poderão viver após a solução dos problemas apontados no segundo paradigma. O governo que ele critica na carta VII, correspondente ao segundo paradigma, difere daquele que ele propõe na República, que explicita o terceiro paradigma fundamentado nas virtudes da boa deliberação e do princípio de execução das coisas.
