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Dissertações

A racionalidade em Lévinas – Da razão que questiona à razão que recebe o Outro

ADILAR MISTURA

Dissertação
Autor
ADILAR MISTURA
Orientador(a)
Pergentino Stefano Pivatto
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005ADILAR MISTURA. A racionalidade em Lévinas – Da razão que questiona à razão que recebe o Outro. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Pergentino Stefano Pivatto.2

O presente trabalho tem como objetivo investigar, em Emmanuel Lévinas (1905 – 1995), a articulação da noção de racionalidade a partir de seu postulado de ser a ética a filosofia primeira em contraposição à hegemônica filosofia do ser no pensamento ocidental. Na primeira parte, a pesquisa se propõe a demonstrar, a partir de uma arqueologia histórica, como o conhecimento enquanto ontologia se constituiu como fundamento do pensamento ocidental, ao mesmo tempo em que aponta para fissuras neste pensar que indicam para um outro sentido para a própria razão constituinte; na segunda parte, a partir de uma descrição fenomenológica, apresenta a noção de individuação subjetiva como auto-afecção, em que o ser separado é consecução de uma hipóstase – exercício de saída e substantivação – sobre o anonimato do il y a, exsurgindo como sensibilidade e economia e a racionalidade é momento derivado e crítico deste itinerário; na terceira parte, metafenomenologicamente, expõe a relação deste ser separado enquanto pura sensibilidade desde sua relação anárquica e diacrônica com o absolutamente Outro, relação esta descrita como responsabilidade na proximidade diacrônica com o Outro e como justiça desinteressada a partir do surgimento do Terceiro. Ao mesmo tempo em que critica a noção histórica do ser como fundamento e sentido, apresentando o ser como atributo da subjetividade nas suas relações com as anterioridades metafísicas do il y a e do Outro, desse modo, defende-se que, em Lévinas, a razão é evento originado como atributo numa subjetividade enquanto sensibilidade encarnada em seu exercício de ser, a qual se cumpre e adquire sentido na medida em que se põe em questão diante do surgimento da intriga do terceiro na trama ética entre a subjetividade e o Outro.