A razão do Estado: genealogia do Estado moderno em michel Foucault e um diálogo com a teoria crítica
RODRIGO GUIMARÃES NUNES
- Autor
- RODRIGO GUIMARÃES NUNES
- Orientador(a)
- Nythamar Hilario Fernandes de Oliveira Júnior
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
A partir de uma pergunta inicial sobre a relevância crítica do pensamento de Michel Foucault, em particular no campo da filosofia política, a pesquisa pretende demonstrar como se pode aplicá-la à questão do Estado moderno; como esse tipo de crítica se relaciona com a tradição de crítica filosófica estabelecida por Kant; e como, dentro dela, pode dialogar em particular com a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, em especial nas versões de Jürgen Habermas e Axel Honneth. A partir desse debate metacrítico, pode-se então perceber quais são as convergências e assinalar diferenças importantes que podem ser identificadas como ontologias divergentes. Isso se dá em três momentos. O primeiro busca recuperar, na obra de Foucault, elementos para a reconstituição de uma ontologia que encontra-se subjacente, nunca claramente explicitada, em seu pensamento. Fazê-lo passa por analisar como essa ontologia se manifesta em temas centrais como poder, sujeito e conhecimento (saber), com uma ênfase especial no nominalismo. A seguir, trata-se de aplicar uma crítica genealógica que tem por base uma ontologia desse tipo à crítica do Estado moderno, e fazer ver como essa crítica difere de outros modelos, particularmente daqueles que partilham concepções de sujeito, conhecimento e agência e podemos chamar, muito genericamente, de pensamento da modernidade. Por fim, fazê-la dialogar com a Teoria Crítica, vendo sua raiz kantiana comum, suas semelhanças, e como suas divergências podem ser entendidas como diferenças no plano ontológico.
