A recusa da experiência da loucura como razão de duividar no projeto cartesiano de crítica ao conhecimento
Regis Cardoso
- Autor
- Regis Cardoso
- Orientador(a)
- Eneias Junior Forlin
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
Este trabalho tem por objetivos: A) tentar entender os motivos da recusa.cartesiana da experiência da loucura, do plano de sua crítica ao conhecimento na Primeira.Meditação. B) mostrar que mesmo não inserida numa perspectiva cartesiana, a adesão à.loucura como experiência cética, tem como conseqüência um total e absoluto silêncio.intelectual. C) analisar criticamente as interpretações que Foucault, Derrida e Porchat.realizam sobre a recusa cartesiana da loucura por um lado, e a admissão da experiência dos.sonhos por outro. Quanto ao primeiro objetivo, foi verificado que a adesão à experiência da.loucura travaria todo o empenho filosófico cartesiano. Quanto ao segundo objetivo, a partir.da análise de um recente artigo intitulado “O argumento da loucura”, verificou-se que a.loucura não pode ser sustentada como artifício cético. Por um lado, pois, o argumento é.autodestrutivo, e só, retoricamente, pode ser justificado. Por outro lado, pois a adesão à.loucura não permitiria qualquer tipo de conhecimento. Neste sentido, os perigos de um.absoluto silêncio intelectual jamais poderiam ser evitados. Finalmente, concluímos que há,.tanto em Foucault, quanto em Derrida e Porchat, incorreções interpretativas, quando.confrontamos nossa interpretação com as deles..Palavras chave: Loucura. Dúvida Metódica. Conhecimento. Sonho. Ceticismo. Silêncio.Intelectual.
