A relação entre percepção e memória no pensamento de Henri Bergson
Warley Kelber Gusmão de Andrade
- Autor
- Warley Kelber Gusmão de Andrade
- Orientador(a)
- Débora Cristina Morato Pinto
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
Esta dissertação trata da relação entre Percepção e Memória no pensamento de Henri Bergson. A análise se dá a partir do estudo de Matéria e Memória, mais especificamente seu primeiro capítulo, pois é nesta obra que Bergson busca evitar os equívocos que Filosofia e Ciência cometeram no estudo da relação entre corpo e alma. A estratégia usada por Bergson para escapar dos equívocos que a Filosofia e a Ciência cometeram, será recolocar este problema em novos termos. Mas o que realmente significa essa estratégia, o que significa recolocar o problema, e ainda, ser esta a única estratégia que permite a sua resolução? Significa livrar-se das confusões geradas pela ciência na definição de como se dá a relação entre corpo e alma, quando a mesma baseia-se nas teorias oferecidas pela filosofia sobre o real e ir direto ao exame dos fatos. Aliás, essa é uma premissa fundamental na filosofia bergsoniana. É na recolocação do problema que obteremos sua solução, pois o caminho escolhido se apresentará na forma de linhas de fatos que serão examinadas até sua extenuação: o exame do funcionamento do sistema nervoso central e a definição da sua função real, o estudo e a construção da proposta bergsoniana sobre o papel da percepção no jogo do conhecimento, fato que levará à dissociação do misto mal analisado da percepção e da memória, bem como, a explicitação do surgimento da afecção e sua diferenciação a nível de natureza da percepção. E, finalmente, a reintegração da memória à percepção, chegando à instauração de uma possibilidade de comunicação entre corpo e alma.
