A RELAÇÃO ENTRE PRÁTICAS DE CONFISSÃO E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE EM MICHEL FOUCAULT
BIANCA KELLY DE SOUZA
- Autor
- BIANCA KELLY DE SOUZA
- Orientador(a)
- ALEXANDRE GUIMARÃES TADEU DE SOARES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA — UFU
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Em seu livro História da Sexualidade I – a vontade de saber, Foucault afirma que o homem ocidental tornou-se um animal confidente. Tal afirmação servirá de mote para a presente pesquisa, que tem a intenção de desenvolver uma discussão a respeito da relação entre práticas de confissão e produção de subjetividade. No sentido de entendermos de que modo à confissão estaria vinculada tanto à produção de saber quanto às estratégias de poder promovendo assim, a formação de subjetividades. Para isso, levaremos em consideração a presença de uma genealogia da confissão na obra foucaultiana. Que nos permitirá apontar que.a tecnologia da confissão é um conjunto de saberes e práticas relativas à subjetividade, colocados em uma relação de incitação recíproca, onde o ato de verbalização, o exercício do discurso em relação a si mesmo, produz um conhecimento acerca do sujeito. Trata-se de um elemento fundamental da moral do cristianismo, mas que há muito tempo difundiu-se amplamente na sociedade ocidental, do confessionário cristão para diversos contextos como: na justiça, na pedagogia, na família, nas relações afetivas, nos consultórios. Tornado-se assim uma das técnicas mais altamente valorizadas no Ocidente, de produção de verdade sobre os sujeitos.
