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Dissertações

A RELAÇÃO ENTRE “TIPOS DE HOMENS”, “FORÇA” E “VONTADE DE PODER” NA FILOSOFIA DE NIETZSCHE SEGUNDO A LEITURA DE GILLES DELEUZE

Pricilla Buzzachera

Dissertação
Autor
Pricilla Buzzachera
Orientador(a)
Eladio Constantino Pablo Craia
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Pricilla Buzzachera. A RELAÇÃO ENTRE “TIPOS DE HOMENS”, “FORÇA” E “VONTADE DE PODER” NA FILOSOFIA DE NIETZSCHE SEGUNDO A LEITURA DE GILLES DELEUZE. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Eladio Constantino Pablo Craia.2

O objetivo desta dissertação é analisar a relação entre “tipos de homens”, “força” e “vontade de poder” na filosofia de Friedrich Nietzsche segundo a leitura de Gilles Deleuze. A dissertação apresenta como recorte de trabalho as obras que correspondem ao terceiro período dos escritos de Nietzsche e, por outro lado, de modo privilegiado, a leitura de Gilles Deleuze sobre a filosofia nietzscheana. Durante a abordagem do pensamento do filósofo alemão em torno dessa problemática é necessário discorrer sobre a vontade de poder, tese na qual Nietzsche atribui à força uma qualidade, a da afirmação e a da negação, possibilitando um novo olhar sobre a constituição das diferentes morais, mais especificamente, sobre a criação dos valores morais. A investigação nietzscheana aponta para dois tipos básicos de moral, a saber: uma moral de senhores e uma moral de escravos, essa distinção refere-se à oposição de valores ascendentes e decadentes, que correspondem a um tipo de homem superior e um tipo inferior respectivamente, esse é o epicentro desta pesquisa. Embora Nietzsche faça uma distinção clara entre essas duas formas de moral, o filósofo afirma haver uma coexistência entre elas e, assim, entre os diferentes modos de atuação em um homem em particular, ou seja, num indivíduo, enquanto recorte particular de um tipo de homem, podem coexistir todas as formas de valoração da vontade de poder. No entanto a predominância de um dos modos possíveis da qualidade da vontade de poder, só é verificável durante uma ação, que ora se expressa como afirmação e ora como negação da vida de modo que não é possível, para a filosofia nietzscheana, considerar que haja uma expressão pura de valoração, ou só da afirmação ou só da negação, ambas constituem tanto uma moral, quanto um tipo de homem.