A REVOLUÇÃO COPERNICANA: O FUNDAMENTO PARA UMA ANÁLISE ACERCA DA POSSIBILIDADE DE UMA METAFÍSICA
CELSO DE MORAES PINHEIRO
- Autor
- CELSO DE MORAES PINHEIRO
- Orientador(a)
- NYTHAMAR HILARIO FERNANDES DE OLIVEIRA JÚNIOR
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Esta dissertação de mestrado, intitulada """"A Revolução Copernicana: O Fundamento para uma análise acerca da possibilidade de uma Metafísica"""", busca mostrar a importância da """"revolução copernicana"""" para um estudo sobre a possibilidade de uma Metafísica que detenha as condições de universalidade e de necessidade tal qual as ciências. Para atingirmos este fim percorreremos os momentos que consideramos mais importantes e fundamentais da Crítica da Razão Pura, pois consideramos que ali é o lugar estabelecido por Kant para uma análise que busca verificar se não haveria um alargamento nas tarefas concernentes à Metafísica após uma """"revolução"""" no processo do conhecimento, onde os objetos não mais regulariam o conhecimento, mas seriam regulados, regrados pelo nosso conhecimento. Assim, a compreensão do caminho seguido por Kant em sua primeira Crítica servirá de cânone para nosso trabalho, onde as considerações sobre a importância fundamental da """"revolução copernicana"""" estarão sempre de acordo com o desenvolvimento levado a cabo por Kant. Isto significa dizer que nosso trabalho se guiará sempre de acordo com a divisão efetuada por Kant na Crítica da Razão Pura. ..Seguindo o caminho mostrado por Kant na Crítica da Razão Pura, iniciamos este trabalho abordando as principais acepções do termo Metafísica. Uma análise dos principais pontos do pensamento metafísico mostrará a necessidade de fundar uma Metafísica que se mostre segura, ou seja, que detenha as condições de universalidade e de necessidade, tal qual a ciência faz. A esta primeira parte demos o título de As acepções do termos Metafísica na Crítica da Razão Pura. A segunda parte se ocupa em mostrar a Metafísica nos limites da experiência possível, ou seja, analisa a possibilidade de uma Metafísica que detenha as condições de universalidade e de necessidade, tal qual as ciências. A terceira parte, intitulada """"A metafísica além dos limites da experiência"""", estuda as considerações de Kant acerca de uma Metafísica que busca seus objetos não mais a partir da experiência possível, o que pode significar uma extrapolação da possibilidade de conhecimento. Ao cabo desse percurso de interpretação da Crítica da Razão Pura poderemos perceber que o processo da """"revolução copernicana"""" é o fundamento que dirige a análise acerca da possibilidade de uma Metafísica.
