Voltar para Dissertações
Dissertações

A separação corpo-alma e a tranquilidade filosófica: um estudo sobre o Fédon de Platão

Maria Gorette Bezerra de Lucena

Dissertação
Autor
Maria Gorette Bezerra de Lucena
Orientador(a)
Rachel Gazolla de Andrade
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Maria Gorette Bezerra de Lucena. A separação corpo-alma e a tranquilidade filosófica: um estudo sobre o Fédon de Platão. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Rachel Gazolla de Andrade.2

A pesquisa examina no diálogo Fédon de Platão, o modo da alma humana conhecer os seres inteligíveis, as idéias , que, de acordo com o filósofo, exige que ela, na medida do possível, afaste-se do corpóreo, ou seja, rompa os laços com o sensível e volte-se para si mesma por meio do pensamento, condição sine qua non para a alma “relembrar” e “reconhecer” quem é ela e apreender a verdade sobre os inteligíveis. A questão propicia a Platão apresentar a noção da alma como ser imortal, bem como parte de sua Teoria das Formas, é por meio dela que Sócrates define a Filosofia como “exercício para a morte”, e demonstra que a ascensão da alma pelo pensamento rumo às idéias é um “meio de purificação” e uma especificidade do viver filosófico, tese que o filósofo apresenta para explicar aos seus amigos e interlocutores o porquê de sua tranqüilidade face à morte quase imediata. A tranqüilidade do filósofo é delineada por Platão no Fédon como sophrosýne, o saber reflexivo-prático, cujo sustentáculo é a ciência fundamentada no conhecimento de noções universais que diríamos ser para Platão as idéias, “os seres em si e por si”, muitas vezes descritos nos textos como “aquilo pelo que” Sócrates diz ter pensado para discernir e escolher sobre o que é melhor para agir de forma bela, boa e justa. Bem como dizer a verdade sobre os seres.

Palavras-chave: