- Autor
- Mariana Amaral Queiroz
- Orientador(a)
- Roberto Romano da Silva
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
A dissertação oferece uma análise do conceito de soberania, cujo ponto de partida é a filosofia política de Thomas Hobbes. Da forma como se encontra descrita nas obras políticas do autor, como poder supremo e absoluto, a Soberania tornou-se o cerne da concepção moderna de Estado. Por outro lado, a teoria da Soberania de Hobbes continua nos dias de hoje, a suscitar considerações de grande relevância política, e. g., reflexões sobre democracia, sobre legitimidade, e outras formas. O que se buscou nesta dissertação de mestrado foi, em primeiro lugar, assinalar alguns aspectos originais da teoria política de Hobbes e descrever, brevemente, o seu lugar na história do pensamento político. Em seguida, tendo por referência o """"De Cive"""" se procurou reconstituir os argumentos que levaram Hobbes a postular a necessidade de um poder absoluto como condição formal para a existência da própria comunidade política. Para tanto, retomou-se os fundamentos de sua """"Civil Science"""", observando também, como nela é engendrado o conceito de soberania. Os princípios da teoria política de Hobbes, de acordo com ele próprio, devem ser extraídos da natureza do homem. Pretendeu-se mostrar nessa dissertação que esses fundamentos seriam, para o autor, a razão e o interesse próprio, e que o entendimento do significado desses fundamentos é essencial para a adequada compreensão do """"commonwealter"""" descrito por Hobbes. Abordou-se em profundidade a noção de pacto, já que a idéia de soberania está intimamente ligada à concepção hobbesiana, bastante peculiar, dessa noção teórica. Em virtude de tais estudos, foi possível tecer algumas considerações sobre as presumidas tendências autoritárias do autor e sobre sua concepção secular de política - questões inevitáveis quando se examina os fundamentos sobre os quais Hobbes edifica sua teoria da soberania.
