A Tarefa da Reflexão Filosófica Transcendental: a Constituição a priori dos Objetos do Conhecimento Humano
Luís Alexandre Dias do Carmo
- Autor
- Luís Alexandre Dias do Carmo
- Orientador(a)
- Giovanni da Silva de Queiroz
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
O trabalho objetivou determinar aquilo que é a preocupação da filosofia teórica em Kant: como constituo o material diverso da realidade em objeto do conhecimento? A pesquisa, em primeiro lugar, defronta-se com as principais correntes do pensamento que influenciaram Kant e transparecem em sua obra - o racionalismo, o empirismo e a ciência moderna da natureza - tentando discernir a problemática básica da filosofia transcendental kantiana. Destas tradições de pensamento em que Kant se situa, demos ênfase à crítica humeana à metafísica, para termos maior clareza da problemática que abalou Kant e o fez despertar do sono dogmático. A filosofia kantiana deve ser entendida em última instância como uma meditação da ciência primeira buscada por Aristóteles, na qual tal ciência sofre uma radical transformação que Kant denominou de """"revolução copernicana"""". A intenção fundamental da ciência primeira é a pergunta: """"o que é o ente enquanto ente""""? A Lógica transcendental não trata da pergunta pela essencialidade das coisas, daquilo que é comum a todas as coisas, mas da transformação destes entes em objetos do conhecimento. Neste sentido, a metafísica futura de Kant vai tratar da gênese lógica do pensar; assim, ela se entende como a doutrina das formas constitutivas do objeto do nosso conhecimento. A lógica transcendental, portanto, vai tematizar a fonte formativa originária de todo objeto de conhecimento da natureza. Ela é a lógica da própria constituição do objeto enquanto objeto. Em virtude disso, a segunda parte de nossa pesquisa refere-se à análise transcendental pela qual determinamos as condições a priori de possibilidade de todo e qualquer objeto da experiência. Kant concebe o conhecimento fruto da união da intuição e do conceito. Como isto é possível? Segundo ele todo o material múltiplo do diverso das representações dadas é ordenado nas formas puras da sensibilidade humana, espaço e tempo. Em segundo lugar, atinge o status de objeto propriamente quando é referido à unidade sintética da apercepção conforme as categorias.
