A teoria dos signos na filosofia de Gilles Deleuze: focos de elaboração semiótica em 'Proust e os signos', 'Lógicas de sentido' e 'O anti-Édipo'
Roberto Duarte Santana Nascimento
- Autor
- Roberto Duarte Santana Nascimento
- Orientador(a)
- Luiz Benedicto Lacerda Orlandi
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
Segundo Deleuze a principal tarefa da filosofia é a invenção de conceitos(DEleuze,1992). Tal lição pode ser aplicada aos estudos de história da filosofia , nos quais se averigua não só o alcance das idéias de um pesquisador como delas se extraem novos conceitos. Assim, contando com diferentes parcerias, Deleuze busca a renovação do conceito de inconsciente, estimulado pela idéia de imanência com o fora, concebendo-o como produtivo e histórico. Sobretudo nos livros de Proust e os signos de 1964, através da connexão signo-tempo, e Lógica do Sentido, de 1969, com o elo signo-acontecimento/sentido e , num segundo momento, com o livro O Anti-Édipo, de 1972, estudando a relação signo-história, o filósofo desenvolve um conceito de signo não baseado em determinações liguageiras, abrindo espaço para uma semiótica alargadaou teoria dos signos deleuzeana. Tendo isso em vista, nossa pesquisa se concentrou nos momentos de produção conceitual deleuzena acima identificados, solos estes que nos têm permitido traçar ressonâncias com outros livros do autor, revendo o destino da noção de signos ao sabor de diferentes pautas problemáticas.
