"""" A TEORIA PSICOLÓGICA DA VONTADE DE PODER EM NIETZSCHE SEGUNDO WALTER KAUFMANN""""
DANIELA EDELWEISS GONÇALVES FRAGA
- Autor
- DANIELA EDELWEISS GONÇALVES FRAGA
- Orientador(a)
- Peter Pál Pelbart
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
A dissertação em questão trata do conceito final da teoria da vontade de poder em Nietzsche como uma teoria psicológica. O desenvolvimento final da teoria que aparece nos últimos trabalhos do filosofo, unifica o seu entendimento vitalista, ou naturalista, dos primeiros trabalhos em uma teoria monista dialética, conceito desenvolvido por Walter Kaufmann, pertencente a escola anglo-saxã, e aqui abordado na tentativa de trazer outras interpretação às discussões brasileiras do conceito nietzscheano de vontade de poder.....A teoria psicológica da vontade de poder entende a psiquê, diferentemente da psicologia racional, como uma extensão entre consciência e inconsciente, tendo portanto a consciência como um órgão de superfície e qualificando, para o entendimento de uma teoria do conhecimento, nossos juízos de valores como avaliações fundamentadas em perspectivas fisiológicas. ....A tese aborda o aspecto naturalista da teoria monista dialética que interpretada a transformação das pulsões sublimadas para a superfície racional, como tendo a mesmo fundamento, o mesmo princípio básico que na origem movimenta todas as formações de domínio interpretativas de nossas vivências. Princípio este que Nietzsche chamou vontade de poder.....Enfim, a tese conclui o quanto a interpretação psicológica do comportamento humano, através da perspectiva vitalista da teoria final da vontade de poder, onde tipos de vida criam interpretações racionais de mundo para melhor assegurarem o desenvolvimento do seu domínio, desemboca em uma teoria da cultura e alcança a compreensão sintomática dos fatores valorativos dominantes de uma época como fatores demasiadamente humanos de proliferação de um instinto de vida ou de um instinto de morte, como, por exemplo, o niilismo.
