Voltar para Dissertações
Dissertações

A Unidade entre Sujeito e Objeto na 'Pequena Lógica' de Hegel

Francisco Lisboa Magalhaes

Dissertação
Autor
Francisco Lisboa Magalhaes
Orientador(a)
Eduardo Ferreira Chagas
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Francisco Lisboa Magalhaes. A Unidade entre Sujeito e Objeto na 'Pequena Lógica' de Hegel. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Eduardo Ferreira Chagas.2

O objetivo deste trabalho é apresentar a unidade entre sujeito e objeto, enquanto totalidade, na “Pequena Lógica” de Hegel. Para tanto, tomou-se como primeira reflexão a Introdução da Fenomenologia do Espírito, por ser a obra onde Hegel inicia o estudo sobre o tema aqui evidenciado. Nesta obra, Hegel tece uma crítica à tradição filosófica que trata o sujeito separado do objeto, ambos sem nenhuma relação. Por isso, apresenta a consciência comum em seus momentos de apreensão da realidade, negando e superando cada um deles para revelar a verdade do saber. O saber do objeto que é, é o saber da consciência mesma, e agora é a demonstração da unidade entre sujeito e objeto. Também serviram de referência os momentos que Hegel expõe na Doutrina do Ser, da Essência e do Conceito, na Enciclopédia das Ciências Filosóficas, em seu volume I. Hegel mostra, em cada seção desta obra, que o ser traça um percurso que tem início com a imediatez, em que ele, com o nada, mantém identidade na diferença, passando para os momentos do ser-aí e do ser-para-si. Na essência, essa relação aparece enquanto identidade do uno com o múltiplo, enquanto efetividade. No conceito, o ser se manifesta enquanto conceito mesmo, como totalidade objetiva, e cada momento do ser aparece em sua autodiferenciação do universal. O fio condutor de todo o itinerário do ser se dá na contradição, suprassumindo-se cada momento por outro, de maneira dialética. Nessa suprassunção, a totalidade se apresenta enquanto manifestação de suas partes, e estas sendo a realidade de toda a totalidade. Trata-se de uma totalidade viva, onde a existência e o seu funcionamento não podem ser produzidos por qualquer coisa que não pelo seu funcionamento mesmo. E isso se dá na unidade entre sujeito e objeto, em que o objeto não se explica por si mesmo, mas pelo sujeito que o apreende. E o apreender deste é sempre o apreender de algo. Assim, se dá a dialética enquanto totalidade da unidade ou unidade totalizada.