A unidade substancial e o fim último do homem na antropologia de Tomás de Aquino
José Urbano de Lima Júnior
- Autor
- José Urbano de Lima Júnior
- Orientador(a)
- Alfredo Morais Antunes
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Tomás de Aquino defendeu mais do que qualquer outro filósofo cristão a autonomia da razão e da filosofia. Mas, ao reconhecer que há certas verdades inacessíveis ao poder especulativo da razão, também advoga a necessidade de uma ciência que, recebendo seus primeiros princípios da revelação de Deus, possibilite ao homem o conhecimento do fim para o qual se dirige. Esta ciência é a tecnologia...Em Tomás de Aquino, filosofia e teologia se integram, se complementam, mas não perdem a autonomia. Razão e fé se auxiliam e jamais se contradizem, pois, no fim das contas, buscam a mesma verdade: Deus. Por isso, não dá para separar o filósofo do teólogo sem prejudicar a interpretação de muitos temas abordados por Tomás de Aquino. Só teremos uma visão apropriada da antropologia tomista se levarmos em consideração os dois níveis de seu discurso sobre o homem, isto é, o filosófico - que abarca todas as questões referentes à unidade substancial - e o teólogico - que reflete sobre a beatitude, felicidade a ser atingida pelo homem.
