A VERDADE COMO CORREÇÃO E ALÉTHEIA..UMA RECONSTRUÇÃO DO PROBLEMA DA VERDADE EM HEIDEGGER
Charlington Alves Gomes
- Autor
- Charlington Alves Gomes
- Orientador(a)
- Edmilson Alves de Azevedo
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
A presente dissertação pretende favorecer uma significativa contribuição para o esclarecimento da questão da verdade em Heidegger, de modo que perpasse a problemática levantada pelo seu pensamento, tendo, portanto, como principal foco uma reconstrução das investigações heideggerianas perante a História da Filosofia. Mostrar a insuficiência metafísica frente o esclarecimento da verdade do ser. Partimos de uma investigação da Ontologia Antiga, nesta, tem-se como principal figura, Platão, responsável, segundo Heidegger, pelo o desvio original da verdade: concepção platônica da verdade como correção, ratificado por Aristóteles com o conceito de “concordância”; conceitos perpetuados ao longo da História da Filosofia como Metafísica. Todavia, Heidegger não trata a metafísica de forma negativa, mas antes como lugar onde se encontram todos os problemas enquanto questão para a Filosofia, por isso que, na analítica existencial heideggeriana, faz-se necessário dar um passo atrás em direção a uma compreensão apropriada, sem desvios, sem esquecimentos, ou seja, de modo que o pensamento supere e corrija a falta cometida pela metafísica, por isso é necessário resgatar a verdade como Alétheia, desencobrimento. Em detrimento à verdade como correção, a ontologia de Heidegger para a verdade encontra-se na possibilidade ontológica existencial do Dasein. Heidegger quer a verdade originária: deixar-ser, desencobrimento, desocultamento, Alétheia. Originária porque a palavra Alétheia está na origem do pensamento grego, da filosofia, de “Heráclito”. A dissertação traz ainda o problema da verdade nas ciências modernas e na linguagem. Todas as questões levantadas na dissertação estão sobre o crivo do pensamento heideggeriano, por isso que na segunda parte da dissertação tratamos da questão da verdade amparando-se na condição fenomenológica existencial da analítica de Heidegger: numa construção de uma nova ontologia; essa de cunho ontológico da existência, do mundo, do homem, da verdade.
