A vivência da felicidade através da ética dos afetos, segundo Espinoza
Cláudia Christina Barbeito Sá de Carvalho
- Autor
- Cláudia Christina Barbeito Sá de Carvalho
- Orientador(a)
- André Martins Vilar de Carvalho
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Este trabalho tem por objetivo analisar a maneira com que Espinosa propõe a sua Ética através das afecções que o homem sofre. Devido a estas, tudo o que o homem pode viver está diretamente influenciado pelos seus afetos. ..Segundo Espinosa, a felicidade - ou beatitude, ou salvação - é passível de ser experimentada pelo homem à medida que - ou tanto mais quanto - este adquire um conhecimento não só universal (de segundo gênero) como sobretudo singular (de terceiro gênero) de seus afetos. Cada uma das experiências vividas pelo homem é exclusiva, individual, por isso relativa. Somos afetados por uma infinidade de coisas e a maneira de determinar ou ser determinado por nossos afetos decide se teremos uma vida ética tornando-nos então capazes de escolher e construir nossa morada, tornando-a habitável e co-habitável, segundo nossa razão e conhecimento intuitivo das coisas e da substância que as constituem; ou, ao contrário, se seremos passivos face às afecções, e portanto aos afetos, às causas externas à nossa natureza, aos outros, segundo nossa imaginação... Quando somos capazes de fundar nossos valores éticos sobre nosso conhecimento de terceiro gênero a partir de nossas experiências, nós experimentamos a felicidade. A vivência da felicidade através da ética dos afetos, nos fala da possibilidade de sermos livres, felizes e agirmos da maneira mais perfeita que pudermos no mundo, discernindo o que é e o que não é bom para nós.
