- Autor
- ADMAR ALMEIDA DA COSTA
- Orientador(a)
- MARIA DAS GRACAS DE MORAES AUGUSTO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Um destino na investigação dos fragmentos de Heráclito só é dado a partir da compreensão do sentido de phýsis, o fundamento que dispõe o modo de ser de tudo que é. Entender que disposição é essa é dar conta da conexão entre o um e o múltiplo, entre o fogo e o cosmos. Se a totalidade se determina segundo o mais belo arranjo, cosmos, essa determinação se dá pela alternância de vida e morte que, a cada vez, o fogo lhe impõe. Um e múltiplo não são mutuamente excludentes; são dois extremos que sempre estão em conversação. É por isso que esse pensamento implica, sobretudo, em deparar-se com o verbo """"gignomai"""" vir a ser, e a noção de rythmós. Na esteira desses termos, revela-se que o movimento, muito mais que de deslocamento, tem o caráter de medida e proporção. É como ordenação desse movimento que """"phýsis"""" se faz como manifestação, como modo de aparecer, segundo uma determinação própria, de tudo o que é.
