- Autor
- Theóphilo Moreira Barreto de Oliveira
- Orientador(a)
- Giovanni da Silva de Queiroz
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
O presente trabalho tem como objetivo apresentar o problema estético da subjetividade inexpressiva do indivíduo em Adorno. Estético? Sim, estético. Adorno desenvolveu uma teorização bastante ampla sobre o problema da arte na contemporaneidade, principalmente devido às transformações técnicas, pelas quais à esfera da arte e das obras de arte passaram. Quando ele apresentou seu ensaio Sobre o Fetichismo da Música e a Regressão da Audição, destacou que o surgimento da técnica, como ferramenta de uso artístico no meio musical, modificaria o processo de composição musical, transformando, assim, a música e todo o entendimento da música tradicional (música tonal), num produto do mercado. Com a modificação do valor da música, outros problemas surgiram como; a alienação, a reificação do indivíduo e o problema das formas imanentes das obras de arte. Ou seja, o papel da arte, assim como o do indivíduo, nesta sociedade, teve seus papéis modificados, fazendo com que a arte virasse mercadoria, assim como o próprio indivíduo. Com a reificação do indivíduo e conseqüentemente de sua subjetividade, este se viu em uma prisão cujas paredes são invisíveis e qualquer possibilidade de fuga é nula. Deste modo, ao traçar um futuro, não muito promissor, para este indivíduo e toda a sociedade contemporânea, Adorno, em sua obra Filosofia da Nova Música, decidiu desenvolver uma proposta dialética através das obras artísticas do expressionismo musical do início do século XX, com Schoenberg e Stravinsky, fundamentado na teoria crítica, cujos pressupostos, não estariam ou seriam corrompidos pela forças coercitivas que oprimem indivíduo. Sua proposta dialética, tenta mostrar o problema presente em nossa sociedade.
