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Dissertações

Ambiguidades no “lápis da natureza”

Paulo Eduardo Rodrigues Ruiz

Dissertação
Autor
Paulo Eduardo Rodrigues Ruiz
Orientador(a)
Dulce Mara Critelli
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Paulo Eduardo Rodrigues Ruiz. Ambiguidades no “lápis da natureza”. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Dulce Mara Critelli.2

O objetivo deste trabalho é refletir a respeito da questão da ambiguidade fotográfica no século XIX a partir do pressuposto teórico de que a fotografia era considerada, em seus primórdios, uma espécie de “lápis da natureza”. Este conceito foi concebido pelo pesquisador e fotógrafo inglês William Henry Fox Talbot, na obra ThePencilofNature, publicada entre os anos de 1844 e 1846. O fio condutor de nossa discussão parte da hipótese de que ThePencilofNature já apresentava uma série de ambiguidades e ambivalências características da prática fotográfica do século XIX e, em parte, até os dias de hoje, em relação ao apelo técnico-científico, comercial e artístico de uma sociedade industrial. Para tal reflexão, utilizaremos alguns exemplos da produção fotográfica da época, fazendo uso de alguns conceitos de filósofos e de pensadores da fotografia tais como Martin Heidegger, Walter Benjamin, Roland Barthes, Susan Sontag, Philippe Dubois, André Rouillé e Boris Kossoy, relacionados a alguns preceitos básicos sobre a linguagem fotográfica: a questão da técnica e da verossimilhança fotográficas, a transformação da percepção do real por meio da fotografia e a presença da morte no registro fotográfico