- Autor
- PEDRO HUSSAK VAN VELTHEN RAMOS
- Orientador(a)
- FERNANDO AUGUSTO DA ROCHA RODRIGUES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Este trabalho trata da relação entre arte e história no pensamento de Martin Heidegger. Mais particularmente, ele visa dimensionar a grande arte, que é entendida a partir do exemplo do templo grego da Origem da Obra de Arte. A grande arte ao mesmo tempo guarda a tradição de um povo e se configura como o elemento de identidade de um comunidade. Desempenhando esta função, a grande arte abre a história de um povo. História aqui estendida não como o desenrolar dos acontecimentos no tempo, mas sim como o projetar de um povo, a partir da tradição na qual ele está imerso, frente a um destino comum. Heidegger afirma que a grande arte abandonou o homem. Na modernidade, a arte não consegue mais desempenhar o seu papel de liberar a história. No entender de Heidegger, a tecnologia hoje ocupou esta posição. A arte moderna afirma-se assim como uma arte sem lugar. Por estar sempre colocando em jogo o seu estatuto de obra, a arte moderna não consegue obter o reconhecimento de seus contemporânea. Entretanto sendo a história um destino, de alguma maneira a arte moderna deve revelar o que é a própria modernidade. O trabalho por fim visa mostrar por que a arte moderna pode ser de fato considerada moderna.
