- Autor
- ROSA GABRIELLA DE CASTRO GONÇALVES
- Orientador(a)
- MARIA LÚCIA MELLO E OLIVEIRA CACCIOLA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Na filosofia de Schopenhauer não existe propriamente uma estética, ou uma filosofia da arte, mas uma metafísica do belo, uma vez que a experiência estética é considerada um modo de conhecimento privilegiado é inacessível, tanto para a experiência comum, como para a ciência, governadas pelo princípio de razão. Na presente dissertação, procura-se estabelecer a especificidade deste modo de conhecimento estético, a partir das diferenças que ele apresenta em relação aos outros modos de conhecimento e das condições que o tornam possível...A diferença fundamentamental entre a experiência estética e os outros modos de conhecimento reside no seu caráter desinteressado, pois para que ela se dê, é preciso que o sujeito abandone as relações que costuma estabelecer entre os objetos particulares e sua vontade individual, transformando-se em sujeito puro do conhecimento. Esta é a condição essencial para que o sujeito possa apreender as Idéias imutáveis, que correspondem aos vários graus segundo os quais a Vontade se manifesta, mas que nunca poderiam ser apreendidas sob as formas do tempo, do espaço e da causalidade. A arte consiste numa imitação destas Idéias, mas isso não significa que a criação seja meramente a cópia de alguma entidade preexistente, pois as Idéias só se dão a conhecer na contemplação pura, quando o sujeito é um reflexo perfeito do objeto.
