ARTE, EMBRIAGUEZ E SUPERAÇÃO DA METAFÍSICA EM NIETZSCHE
Joana Quiroga de Figueiredo Cortes
- Autor
- Joana Quiroga de Figueiredo Cortes
- Orientador(a)
- Fernando Mendes Pessoa
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO — UFES
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
A partir daquela que consideramos ser a questão do filósofo Friedrich Nietzsche, a saber, diagnosticar e combater as atitudes que neguem a vida, procuramos analisar o sentido dado à arte, enquanto forma de superar tal perspectiva negativa. Para tal, julgamos, a fim de melhor posicionarmos sua crítica à tradição do pensamento ocidental, bem como para recolhermos qual seja o contraponto que a arte estabelece, ser necessário tratar, desde uma ampla abordagem, daquilo que ele entende por vida, enquanto vontade de poder, e corpo. Por sua vez, a noção de embriaguez manifesta o diferencial da arte ao estabelecer-se como “pré-condição fisiológica” da mesma, logo, como pré-condição da própria superação. Como veremos, a “superação da metafísica” defendida na arte não representa a inversão, mas a necessidade de considerar as verdades desde a perspectiva que as possibilitou, invalidando, assim, a expectativa de encontrar um sentido unívoco para a vida e demandando, finalmente, a assunção das conseqüências de uma afirmação.
