- Autor
- Luis Geraldo da Silva
- Orientador(a)
- Maria Cecilia Maringoni de Carvalho
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS — PUCCAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
Estabelecer teorias que descrevam e expliquem o comportamento humano tem sido uma preocupação de diversos teóricos no percorrer da atividade humana desde a Antigüidade...Atualmente não encontramos uma resposta para inúmeras questões, tais como: Qual o papel das virtudes como honestidade e confiabilidade no desempenho econômico de indivíduos, empresas e nações?. Que atitude tomar quando os direitos individuais se chocam com o interesse público? Como definir e alcançar a justiça de bens? Até que ponto a noção de bem-estar explica as realizações dos interesses racionais das pessoas?..Essas indagações são investigadas pela teoria ética de modo sistemático desde Aristóteles, e orientam os conceitos da teoria econômica desde Adam Smith. Mas elas se perderam na economia quando o bem deixou de incluir uma pluralidade de aspectos valiosos da vida humana - realizações, direitos oportunidades reais, etc-, e foi interpretado como visão reducionista de bem-estar baseada nas utilidades. As últimas afirmações subentendem que as questões econômicas não são apenas questões de praticidade e eficiência como exigem os teóricos econômicos atuais, mas também de moralidade e justiça. De outra parte, as questões éticas não são apenas questões de valor e intenções generosas, mas também de lógica e exequibilidade. Por estes motivos, explicitar abordagens de autores como Amartya Sen, que muito se empenha para uma aproximação entre ética e economia, tem a intenção de suscitar a discussão de um modelo que se destaca por buscar uma aliança sólida entre rigor e relevância no campo da economia do bem-estar. Esta dissertação é um convite ao diálogo com os conceitos éticos e econômicos de ontem e hoje, que não se esgota nessas teorias, mas pretende contribuir para o debate desse tema na sociedade.
