As Noções de Deus, Moral e religião e sua função em A Religião nos limites da simples razão de Immanuel Kant
Sergio Gomes e Silva
- Autor
- Sergio Gomes e Silva
- Orientador(a)
- Estevão Chaves de Rezende Martins
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
A dissertação parte da crítica, presente na Crítica da razão pura, à possibilidade da metafísica como ciência. Desta forma, demonstra o questionamento kantiano da concepção de Deus enquanto objeto da teologia racional. A dissertação também problematiza a crítica kantiana à possibilidade da concepção de Deus como objeto metafísico. Além disso, aborda as fronteiras impostas pela crítica à metafísica e, consequentemente, às noções a priori de Deus. Imediatamente chega-se à conclusão de que a noção de Deus encaminha-se para o âmbito prático. No entanto, o problema que o sistema kantiano apresenta é a dedução da lei moral, visto que só a partir dessa dedução é possível identificar a função de Deus na dimensão prática. A dissertação destaca que, na primeira Crítica, a dedução da lei moral é impossível. Por sua vez, na Fundamentação da metafísica dos costumes, essa dedução ainda é metafísica, isto é, a dedução é realizada a partir do conceito negativo de liberdade. Somente na segunda Crítica, por meio do fato da razão, a dedução da lei moral torna-se possível. Estabelecido o âmbito da moralidade, tem-se um terreno apropriado para a religião. Ademais, ressalta-se que Kant pretende analisar Deus e a religião a partir da simples razão. Assim sendo, tanto as noções de Deus como de religião são reinseridos dentro da perspectiva da razão prática pura. A partir desse contexto, depois de ter demonstrado a fragilidade dos argumentos que sustentavam a teologia racional, o filósofo questiona a teologia revelada. Por fim, o filósofo propõe a possibilidade das noções de Deus e de religião sob a perspectiva da teologia moral.
