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Dissertações

As origens do pensamento e da linguagem: um diálogo da epistemologia genética de Jean Piaget com a Teoria da Auto-Organização.

ANA LÚCIA MORENO SPINELLI SILVA TELES

Dissertação
Autor
ANA LÚCIA MORENO SPINELLI SILVA TELES
Orientador(a)
ADRIAN OSCAR DONGO MONTOYA
Universidade
UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2002
2002ANA LÚCIA MORENO SPINELLI SILVA TELES. As origens do pensamento e da linguagem: um diálogo da epistemologia genética de Jean Piaget com a Teoria da Auto-Organização.. 2002. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO, SP. Orientador(a): ADRIAN OSCAR DONGO MONTOYA.2

As origens do pensamento e da linguagem e a relação entre eles foram analisadas a partir das concepções propostas pela Epistemologia Genética de Jean Piaget, a qual pode ser estudada dentro do quadro teórico dos sistemas complexos. O conhecimento é concebido como um sistema que apresenta uma disposição de elementos em níveis de organização, com dinâmicas próprias, mas inter-relacionadas entre si. Dentro de cada nível os elementos se agrupam em subsistemas, que funcionam como subtotalidades. O desenvolvimento do conhecimento é um processo contínuo de elaboração entre os processos biológicos e as ações da criança, cujas coordenações constituem o começo do que serão os processos cognitivos. O pensamento se origina da coordenação de ações da inteligência desenvolvidos no plano sensório-motor, caracterizado por ser de natureza essencialmente prática. As ações se integram e se desenvolvem através de reorganizações sucessivas, sendo que cada organização implica a estruturação de um sistema cada vez mais complexo. Essas ações atingem maior mobilidade e são interiorizadas, no sentido de serem coordenadas mentalmente, possibilitando a formação de representações mentais. A inteligência também possibilita o desenvolvimento da atividade imitativa, até a sua interiorização e, assim, a formação da imagem mental, que possibilita a diferenciação entre os significantes e os significados, propiciando a formação da Função Simbólica e os processos de pensamento. Nesta perspectiva, argumentamos que a linguagem enquadra-se como uma das manifestações dessa função, auxiliando esses processos por possibilitar a socialização do pensamento.