- Autor
- Marciano Adílio Spica
- Orientador(a)
- Darlei Dall´Agnol
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
O objetivo primeiro deste trabalho é discutir as relações entre ética e ciência, a partir do Tractatus Lógico-philosophicus de Wittgenstein. Para cumprir esta tarefa, num primeiro monento, apresentamos e discutimos a concepção de filosofia da obr em questão, tentando mostrar que ela tem um caráter crítico de análise da linguagem, buscando por seus limites. Num sehundo momento, já de posse dos principais conceitos tractarianos, analisamos a idéia de ciência, místico e ética de Tractatus. Aqui mostramos a importância que o místico tem para o entendimento completo da obra e apresentamos a idéia de impossibilidade da ética ser uma ciência, já que ela não trata de fatos do mundo, mas daquilo que ela possui valor. No terceiro e ultimo momento de nosso trabalho, analisamos as consequências tractarianas nas relações entre ética e ciência, mostrando que da impossibilidade da ética ser uma ciência não decorre a impossibilidade de uma relação entre estes dois campos do saber. Ao contrário do que possa parecer é justamente por não ser uma ciência que a ética pode guiar a ação e o progresso da ciência. Buscamos mostrar que a partir da percepção correta do mundo e da vida, o cinetista muda sua forma de ver e fazer ciência. Toda a discussão, presente neste trabalho, foi feita a partir do confronto de duas correntes interpretativas do Tractatus, a saber, a interpretação de Hacker, que chamamos aqui de interpretação tradicional, e a interpretação revisionista, liderada por Cora Diamond. Buscamos mostrar quais são as falhas e as vantagens dessas interpretações na compreensão da primeira obra do filósofo austríaco, principalmente, no que tange às concepções sobre ética e ciência.
