- Autor
- CESAR TADEU FONTOURA
- Orientador(a)
- Zeljko Loparic
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Que a discussão sobre a beleza, natural ou artística, seja decidível por um fundamento que põe a sua possibilidade é a pretensão expressa de Kant na Analítica do Belo, na Crítica da faculdade do juízo. Que o princípio que constitui a experiência estética do gosto seja parte de um sistema transcendental também o é. No primeiro caso, a exposição do princípio, baseada nos quatro momentos do juízo em geral, propõe-se responder a questão ?como são possíveis juízos de gosto?? (CFJ, B148). No segundo caso, é a combinação desta exposição com a dedução do princípio estético, que responde que, com efeito, o problema dos juízos de gosto faz parte da filosofia transcendental (CFJ, B149). Explicar o juízo do gosto puro já é suficiente (CFJ, Prólogo-X). A exposição do conceito é a decomposição, em suas notas constitutivas, da própria reflexão que é aplicada à forma do objeto da percepção. Assim é constituída a investigação sobre os elementos que caracterizam o argumento kantiano para tornar interno à filosofia transcendental o programa da terceira Crítica. A reconstrução é feita sob o critério semântico adotado por Zeljko Loparic, em seu projeto mais amplo de ler a filosofia transcendental de Kant como uma semântica transcendental.
