Autenticidade. Uma Abordagem Sobre o Co-pertencimento entre o Pensamento Meditante e a Essência do Homem, a partir da Obra de Martin Heidegger.
ROMULO P PIZZOLANTE
- Autor
- ROMULO P PIZZOLANTE
- Orientador(a)
- FERNANDO JOSE DE SANTORO MOREIRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Esta investigação propõe desvendar o sentido da existência do homem, no que se refere à sua disposição de se colocar justamente a questão sobre o sentido do seu existir, ou de apenas permanecer junto às atividades mundanas, corriqueiras, sem se deixar apanhar por outros questionamentos. Este tema perpassa """"Ser e Tempo"""" (""""Sein und Zeit"""", 1927), obra central do filósofo Martin Heidegger (1889 - 1976), sob o signo da autenticidade e da inautenticidade. O presente trabalho representa uma tentativa de aprofundar o entendimento destas questões, buscando compreender as relações do homem com o que lhe é próprio e impróprio,..Para Heidegger não somos apenas criaturas reais, concretas, mas somos possibilidade de realização do real, somos seres potenciais, e dependemos de como nos colocamos no mundo, dependemos de nossas relações com os outros, e sobretudo de como encaminhamos e nos dirigimos a nós mesmos. É neste sentido que Heidegger dispõe sobre a autenticidade, como o modo de ser em que o sentido da própria existência se abre para o homem, é a autoconsciência de si mesmo dando lugar ao desfiar de seu próprio existir, de seu próprio destino. É, portanto através do pensar que o homem pode coincidir com sua essência, encontrando aí sua autenticidade. É através do pensar, que medita sobre sua própria condição, que o homem e o ser se imbricam num mesmo movimento ao qual pertencem e vêem a ser o que são: homem e ser, dignidades distintas, mas que se co-pertencem e se dão como a dobra de um no outro.
