Voltar para Dissertações
Dissertações

AUTONOMIA DA OBRA DE ARTE: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO

Vani Terezinha Foletto

Dissertação
Autor
Vani Terezinha Foletto
Orientador(a)
Christian Viktor Hamm
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1996
1996Vani Terezinha Foletto. AUTONOMIA DA OBRA DE ARTE: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO. 1996. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RS. Orientador(a): Christian Viktor Hamm.2

A autonomia da arte é fato que acontece na história da arte no século XX como resultado de um processo que pode ser visto no decorrer da história do pensamento e da arte. Este trabalho faz o acompanhamento dos indícios desse processo em textos filosóficos de diversas épocas, tendo como ponto de partida Platão e Aristóteles na Grécia antiga, culminando nos séculos XVII e XVIII, especialmente com Kant. O pensamento kantiano é considerado aqui como o mais significativo, pois é com ele que a autonomia fica efetivamente estabelecida teoricamente através do juízo de gosto: a arte como representação do belo não pode possuir nenhuma regra, e nenhuma regra se adapta a ela. O julgamento estético não depende de regras preestabelecidas e nem de conceitos fora dele, e a experiência estética tem o seu fundamento em si própria. A partir dessa concepção teórica é possível desenvolver grande variedade de tipos artísticos, assim como de poéticas particulares. A autonomia se concretiza efetivamente na arte do início do século XX, como desdobramento de um encadeamento de expressões artísticas que surgem a partir da concepção de objeto criado cuja única finalidade é servir para a contemplação estética. Artistas e estilos e a teoria da obra aberta de Umberto Eco são apresentados aqui como exemplos de arte autônoma e de abordagem para a arte autônoma.