- Autor
- Terezinha Lucia Rodrigues
- Orientador(a)
- Jorge Luiz Rocha de Vasconcellos
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Ao analisarmos o biopoder e os dispositivos sexuais percebemos que os mesmos produzem um certo tipo de saber, que ao mesmo tempo sujeita o sujeito à um mecanismo social, ou seja, o biopoder é uma mutação do poder disciplinar que age sobre um único corpo e extrai suas forças e que procura transformar a força selvagem do homem bruto do interior numa força normalizada e produtora do homem da sociedade industrial. .Uma das mais significantes características referente a sexualidade é que a mesma é dotada de vários mecanismos ou seja dispositivos que permitem uma maior possibilidade de poder sobre o comportamento e sobretudo o próprio corpo do sujeito, que é submetido a uma ideologia social para poder ser útil da melhor forma possível, segundo cada cultura ou seja, da forma que a sociedade necessita de sua colaboração, tornando-se dócil e útil para a mesma. .Para que este poder se manifeste na sociedade, se faz necessário a utilização da disciplina que age sobre um único corpo e extrai suas forças. Com a atuação da disciplina, um dispositivo se impõe na sociedade, normalizando a vida do indivíduo e consequentemente de todo o corpo social, construindo o cidadão necessário a ela. Diante desse contexto em especial os dispositivos de sexualidade se inscrevem nas mais variadas relações de poder existentes na sociedade. .Um dos principais objetivos alcançados foi perceber que uma das principais táticas da sexualidade é a utilização do saber referente ao sujeito buscando identificá-lo, analisá-lo, corrigi-lo, dando origem ao biopoder, que se estabelece na relação de poder e sexualidade, caracterizando uma saber poder resultar num saber que gera maispoder sobre o corpo dos indivíduos pois sabendo o que os mesmos pensam, fazem, torna mais fácil controla-los gerando assim uma ramificação de dispositivo de biopoderes que se estabelece nas diversas relações..Portanto sexualidade surge como uma questão da própria sociedade, uma questão de cidadania, não havendo sujeito, nem individual nem coletivo, movendo a história, e sim um jogo de forças em que qualquer situação histórica particular faz-se possível pelo espaço que as define.
