- Autor
- André Luiz Olivier da Silva
- Orientador(a)
- Adriano Naves de Brito
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
O objetivo do presente trabalho é analisar a teoria de Hume sobre o conhecimento, em especial a crença na ideia de identidade. Numa primeira etapa, reconstitui-se o processo cognitivo da natureza humana, mostrando a sua origem, nas impressões sensíveis, e o seu consequente prolongamento pela reflexão das ideias. Numa segunda etapa, a faculdade da imaginação é abordada, mais especificamente o princípio do hábito e a sua influência na formação das crenças. Em seguida, analisa-se detidamente as crenças nas ideias sobre os corpos e outras mentes, constatando que tais ideias não derivam diretamente de impressões sensíveis, o que poderia conduzir a teoria humeana ao ceticismo, como se Hume rejeitasse por completo a ideia de identidade corpórea e pessoal. Por fim, discute-se a modalidade de ceticismo defendida por Hume, levando-se em conta que os indivíduos não abandonam as crenças que produzem em relação a ideias simplesmente porque estas não são derivadas de forma direta das impressões. Nesse sentido, Hume é um cético, e, sobretudo, um naturalista. A sua teoria das ideias desdobra-se numa teoria das crenças, na qual o ceticismo é mitigado pela constatação de crenças básicas, naturais e instintivas da espécie humana.
