CIÊNCIA, RAZÃO E PAIXÃO: A NATUREZA HUMANA NA FILOSOFIA DE THOMAS HOBBES
BRUNO COSTA SIMÕES
- Autor
- BRUNO COSTA SIMÕES
- Orientador(a)
- MARIA DAS GRAÇAS DE SOUZA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
O objetivo desta pesquisa acerca da filosofia de Thomas Hobbes é retomar a sua descrição das faculdades da natureza humana apresentada nas seguintes obras: The Elements of Law Natural and Politic (1640), Troisièmes Objetions et Réponses – integrada por René Descartes às Méditations (1641) – Leviatã (1651), De Corpore (1655) e De Homine (1658). Por meio desse direcionamento bibliográfico, que serve de eixo da nossa exposição, a pesquisa pretende abordar os pressupostos científicos formulados pelo autor, segundo o método resolutivo-compositivo, o qual permite circunscrever as faculdades cognitivas (ou racionais) e motoras (ou passionais), demonstrando assim a noção de natureza humana. Por fim, a partir da reconstituição desses elementos, apresentaremos alguns desdobramentos morais, acarretados pela hipótese teórica de Hobbes que assume o movimento como princípio explicativo do funcionamento das faculdades do homem, inserindo-os desse modo num sistema mecânico que segue a ordem da relação física de choques entre os corpos, realizada no mundo natural.
