- Autor
- Ana Lúcia Rodrigues
- Orientador(a)
- Lafayette de Moraes
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1996
O desenvolvimento da filosofia positiva de Augusto Comte alcança o ápice com a fundação da Religião Positivista. Uma nova religião nova, destituída de qualquer caráter sobrenatural ou divino, concebida a partir de verdades que podem ser comprovadas. Algumas concepções específicas norteiam a elaboração da religião universal que tem como pressuposto o dogma positivista, composto pelo conjunto da ciência, único conhecimento que alcança as verdades dos fenômenos, e por conseguinte, dota a religião positiva de um conteúdo de doutrinas que podem ser comprovadas. Só a ciência não seria suficiente para organizar a sociedade, por isso, Comte elabora a religião; um instrumento que dotará o social das condiçòes de desenvolver uma moral que estabeleça a máxima positivista: Viver para Outrem. O objeto de veneração dos adeptos do positivismo não mais se constitui em entes sobrenaturais mas, na Humanidade, o conjunto dos seres convergentes presentes, passados e futuros, pois o indivíduo é exatamente o resultado de todos os seus antecessores. Todas as transformações vislumbradas por Comte se viabilizariam através da educação e do trabalho. Só um sistema educacional constituído do conjunto de conhecimentos científicos, pode dotar a sociedade de capacidade de previsão e de uma organização na qual se privilegie o desenvolvimento do homem. Na sociedade almejada por Comte a educação se dá pelo trabalho. Os únicos elementos que podem realizar as transformações almejadas são as mulheres com sua capacidade de educar estabelecendo a moral necessária, e os proletários, os responsáveis pela fiscalização dos atos do poder. Assim se estabelece a sociedade na qual o egoísmo cederá lugar ao altruísmo, a única viável, na concepção de Augustp Comte.
