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Dissertações

COMUNIDADE E MORALIDADE NA FILOSOFIA DE ALASDAIR MacINTYRE

LORENA MARIA DE MOURA SANTOS

Dissertação
Autor
LORENA MARIA DE MOURA SANTOS
Orientador(a)
Helder Buenos Aires de Carvalho
Universidade
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ — FUFPI
Programa
ÉTICA E EPISTEMOLOGIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012LORENA MARIA DE MOURA SANTOS. COMUNIDADE E MORALIDADE NA FILOSOFIA DE ALASDAIR MacINTYRE. 2012. Dissertação (MESTRADO em ÉTICA E EPISTEMOLOGIA) — FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ, PI. Orientador(a): Helder Buenos Aires de Carvalho.1

Esta dissertação busca apresentar o conceito de comunidade, na filosofia moral de Alasdair MacIntyre, analisando seu desenvolvimento nas obras After Virtue (1981), Justiça de Quem? Qual racionalidade? (2008) Three Rival Versions of moral Enquiry (1990) e Dependent Rational Animals (1999). A análise desses livros visa explicitar a articulação entre a comunidade e conceitos importantes em sua ética: virtudes, práticas, tradição e unidade narrativa da vida humana. Percebemos que a presença da comunidade proporciona o contexto fundamental para a aquisição e exercício das virtudes, no desenvolvimento das práticas, na formação da identidade e na concepção e manutenção das tradições, cultura e línguas. Por isso, MacIntyre, em sua crítica à moralidade contemporânea, defenderá a restruturação das comunidades como uma alternativa aos males encontrados na modernidade, que foram, em parte, causados pelo abandono da tradição teleológica e pelo fracasso do Iluminismo, como também pelo advento do Estado Nação liberal e das economias de mercado. MacIntyre insiste que as virtudes só poderão ter um desenvolvimento eficaz em comunidades locais e pequenas que estão nas margens do moderno Estado Nação. Nesse sentido, apresentaremos o modelo de sociabilidade que MacIntyre pensa ser ideal para a aquisição e o exercício das virtudes. Essas comunidades devem estar pautadas no bem comum, na deliberação racional compartilhada, nas relações de reciprocidade, desenvolvimento das virtudes da justa generosidade, e no reconhecimento da vulnerabilidade e incapacidade humanas. Com isso, MacIntyre deseja pensar numa alternativa contrária ao Estado Nação moderno e suas ordens liberais e, assim, priorizar uma política mais participativa e consciente.