CONFESSAR É PRECISO, CURAR NÃO É PRECISO. UMA INTERLOCUÇÃO ENTRE FOUCAULT E A PSICANÁLISE FREUDIANO-LACANIANA
Célia Aparecida Ferreira Carta Winter
- Autor
- Célia Aparecida Ferreira Carta Winter
- Orientador(a)
- Daniel Omar Perez
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
Uma interlocução entre Foucault e a Psicanálise freudiano-lacaniana, tema abordado sob um enfoque histórico, conceitual, comparativo e crítico, com o.objetivo de responder à proposição de Foucault, no tocante à psicanálise como mais um dos instrumentos de saber/poder. Para chegar-se a isso, é analisada a.história da sexualidade e da confissão, tomando-se por base a construção de Foucault, da relação discípulo/mestre, e o poder pastoral da Igreja, além de, no.âmbito do poder, suas herdeiras – a medicina e a psicanálise – buscando-se demonstrar que a construção ética e estética da subjetividade se apresenta de.forma bem diferente ao longo deste percurso histórico. Sob esse prisma – o da sexualidade e da confissão – é trabalhada a clínica freudiana e a lacaniana,.demonstrando-se que as premissas de Foucault sobre a psicanálise, embora válidas, o são apenas em um percurso desta. A psicanálise não tem apenas.função terapêutica. A transferência é uma relação saber-poder, porém, o sujeito assujeitado ao saber do Outro não é o outro, o analista, como considerava.Foucault, mas o Outro do inconsciente. A análise visa justamente à questão de como o sujeito pode sair dessa relação de sujeição ao outro e como se separar.do analista. É a invenção, recurso de Lacan, que se utiliza para responder a Foucault e à sua abordagem da psicanálise na linhagem das técnicas.confessionais.
