Conhecimento científico, ação e felicidade humana no Comentário à Ética Nicomaquéia de Tomás de Aquino
ANDREA TEIXEIRA DOS REIS
- Autor
- ANDREA TEIXEIRA DOS REIS
- Orientador(a)
- Alfredo Carlos Storck
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
A dissertação de Mestrado intitulada “Conhecimento científico, ação e felicidade humana no Comentário à Ética Nicomaquéia de Tomás de Aquino” versa sobre o seguinte problema: Num primeiro momento, Tomás sugere que o conhecimento (cognitio) da felicidade é necessário ao homem por ser de grande ajuda a toda vida humana (CEN, I, 2, §23 e 9, §106). Num segundo momento, entretanto, ele sugere que o simples conhecimento científico (scientia) da verdade é de pouca utilidade ou de pouca ou nenhuma influência para a virtude (CEN, II, 2, §256 e 4, §284). Ora, a felicidade está na operação segundo a virtude (CEN, I, 10, §128). Segue-se que o conhecimento da felicidade (cognitio) é necessário ao homem, mas que o conhecimento científico (scientia) da verdade isoladamente não o é. Ele distingue dois usos da palavra conhecimento. Ora ele designa o conhecimento em geral, no sentido de cognição (cognitio), o que respeita à epistemologia elementar. Ora ele designa o conhecimento científico, no sentido de ciência (scientia), o que respeita à sua forma paradigmática, a teórica. Quando ele sustenta a necessidade do conhecimento para a o alcance da felicidade humana, ele refere-se, num primeiro momento, apenas àquele sentido, mas, num segundo, também a esse. O pressuposto para uma tal investigação é a possibilidade de conhecimento do bem. Com efeito, a Ética tomista é fundada na idéia de fim como bem. Ela é teleologicamente justificada. É porque existe um fim, que é o bem do homem, e porque ele pode ser conhecido, que o homem pode “organizar-se” e agir na direção do seu alcance.
