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Dissertações

Conhecimento e Moral: Análise da Noção Nietzcheana de verdade presente no ensaio sobre verdade e mentira no sentido extra moral""""

Angela Machado Fonseca

Dissertação
Autor
Angela Machado Fonseca
Orientador(a)
Luiz Antonio Alves Eva
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ — UFPR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003Angela Machado Fonseca. Conhecimento e Moral: Análise da Noção Nietzcheana de verdade presente no ensaio sobre verdade e mentira no sentido extra moral"""". 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Luiz Antonio Alves Eva.3

RESUMO Angela......A partir da análise da noção de verdade trabalhada por Nietzsche no ensaio """"Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-moral"""", o presente trabalho investiga em primeiro plano a insuficiência e impossibilidade da verdade no seu sentido clássico como delineado pelo autor, o que envolve as noções de metáfora e criação artística; e, num segundo plano, as bases da formação na crença da verdade entram em foco, o que demanda a observação do aparato moral aí envolvido. Esses dois planos mencionados, que se apresentam sob um enfoque primeiro epistemológico e depois moral, são ligados por alguns traços comuns. O mais evidente diz respeito à crítica desenvolvida por Nietzsche no que se refere à verdade. Outro traço relevante trata da noção nietzscheana de que a esfera consciente não é autônoma ou superior à esfera instintiva. Nesse contexto, o mundo que se apresenta aos homens como objeto de conhecimento, está irremediavelmente preso às criações inerentes às atividades instintivas, que se exercem pela necessidade de busca de prazer e fuga ao desprazer; e, no âmbito da consciência, o mundo é justificado e interpretado por força da atuação dessas mesmas necessidades. Com isso o trabalho pontua a verdade e o conhecimento como criações necessárias, que em face do desconhecimento do que ocorre instintivamente e devido a atuação da ação moral, passam a valer como elementos válidos e existentes em si mesmos. Por fim, desenvolve-se que aquela necessidade de prazer, que toma forma como justificação da vida, é sustentada pelo impulso à verdade criado entre os homens.

Palavras-chave: