CONSCIÊNCIA COMO CULTURA: ABORDAGEM HEIDEGGERIANA DO PARÁGRAFO 57 DE SER E TEMPO.
MARCIONILHO DE PAULA BARBOSA
- Autor
- MARCIONILHO DE PAULA BARBOSA
- Orientador(a)
- Thais Curi Beaini
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
O leque da compreensão do conceito heideggeriano de consciência abre-se a partir do parágrafo introdutório da Segunda parte de Sein und Zeit (1927) deve ser contemplada com relação ao problema da possibilidade do Ser todo e da propriedade do Dasein uma vez que o testemunho de um poder ser próprio é fornecido pela consciência . O poder ser próprio do Dasein reside no querer Ter consciência. A definição da consciência alcançada posteriormente vai mostrar que se revela nela uma relação do Dasein consigo mesmo, e mais precisamente com a possibilidade de seu mais próprio ser si mesmo. Segundo Heidegger, esta possibilidade existenciária tende para uma determinação existenciária no ser para a morte . O conceito de consci6encia em Heidegger relaciona-se também com vários outros fenomenos e existenciais. Trata-se de determinações do ser do Dasein, a saber, o estar em débito, o clamor, a discrição e o discurso a cura, a angústia, a determinação, o impessoal. Todas estas relações referem -se aos vários modos ou possibilidades de Heidegger 'conceituar' a consciência . Todavia o relacionar a cura coim o clamor e o estar em débito do Dasein revela a consci6encia em sua essência além de formar a definição deste existencial.Nesta dissertação empenha-se por apresentar as realções que Heidegger faz com tais fenômenos e existenciais já mencionados, contemplando o tema da consciência, no contexto de sua obra fundamental e a tarefa de estudo nela iniciada . Discutir a relação da consciência com o problema do ser total e da propriedade do Dasein não pode ser negligenciado
