Consciência e Objeto em Kant - Os Parágrafos 16 e 17 da """"Dedução Transcendental""""
Renato Duarte Fonseca
- Autor
- Renato Duarte Fonseca
- Orientador(a)
- BALTHAZAR BARBOSA FILHO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
A dissertação divide-se em três capítulos inicialmente, faz-se um exame introdutório das noções de pensamento, juízo e conhecimento, construindo um cenário para a discussão subseqüente. Em seguida, pretende-se contextualizar, na obra de Kant, o problema que a Dedução Transcendental propõe-se a resolver. No terceiro e principal capítulo, empreende-se uma leitura pormenorizada dos parágrafos 16 e 17 da Dedução na Segunda edição da Crítica da Razão Pura...O cerne dessa análise encontra-se no conceito de apercepção pura ou transcendental, introduzido no paragráfo 16 e desenvolvido no curso ulterior do argumento...Tal reconstrução visa elucidar o modo como Kant pretende estabelecer, no parágrafo 17, a reciprocidade necessária entre as condições da consciência de si e as condições da consciência de objetos. Estabelecida essa reciprocidade, aponta-se em que medida ela exige o concurso de regras a priori de síntese do múltiplo da sensibilidade, vale dizer, do que Kant chama de categorias...Por fim, procura-se indicar de que modo tais considerações inserem-se no argumento total da Dedução e como elas contribuem para o projeto da Crítica da Razão Pura em geral.
