Contra-Ciências e Formalização das Estruturas em Les Mots et Les Choses de Michel Foucault
KARINA SERRA GOUVÊA POIGNARD
- Autor
- KARINA SERRA GOUVÊA POIGNARD
- Orientador(a)
- GUILHERME CASTELO BRANCO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
A arqueologia das ciências humanas não retoma uma concepção antiga do conhecimento na qual os objetos são primeiros com relação aos métodos e, os métodos se adaptam aos objetos. Com efeito, a historicidade dos saberes pode ser entendida sem que preestabeleça uma solução definitiva para o problema da adequação. Ao nosso ver, em Foucault, há um descompasso entre a origem das ciências humanas, que permite entender seu surgimento e, por outro lado, suas tendências, que levam algumas delas a desaparecer ou, ao menos, a mudar de objeto, porque o homem que estas estudam tende a desaparecer. Para Foucault, não é necessário que o desaparecimento do homem se dê em razão de uma mudança de épistémè; ele pode se dar em função do movimento das contra-ciências. Por outro lado, a mudança de épistémè que Foucault entrevê, baseando-se nas exigências de formalização das estruturas da épistémè moderna, levaria necessariamente ao desaparecimento do homem.
