- Autor
- MARCELO GIGLIO BARBOSA
- Orientador(a)
- MARIA HELENA LISBOA DA CUNHA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Em toda sua amplitude o trabalho de Nietzsche pode ser concebido como uma desconstrução do empreendimento metafísico. Embora possamos reconhecer no conjunto do pensamento nietzscheano três períodos distintos, cada um com características próprias, detectamos em todos eles a crítica aguçada que o filósofo dirige ao conceito de consciência. É a análise de tal crítica o objeto central deste trabalho que se desenvolve em dois capítulos... No primeiro capítulo examinamos o que, para Nietzsche, não é a consciência.Procuramos, por outro lado, definir qual é a concepção nietzscheana de consciência e as implicações de tão inovadora concepção face à chamada metafísica dogmática e à moral judaico-cristã. Constatamos que nosso filósofo abre caminho para novas concepções do que é o próprio pensar...Destacamos, ainda, o quanto as considerações de Nietzsche acerca da comunicabilidade entre os homens contribuem para compreendermos e ampliarmos sua reflexão sobre a consciência. Sob esse aspecto, focalizamos a crítica que o filósofo endereça à linguagem. Consciência e linguagem se revelam intrinsecamente relacionadas quanto às suas origens, desenvolvimentos e funções...Finalmente, no segundo capítulo, à medida que acreditamos estar Nietzsche movido, não por uma simples negação, mas sim por uma afirmação criadora, ao levar a cabo sua crítica, buscamos elucidar qual é esse impulso afirmativo a partir do qual o filósofo põe em andamento sua crítica à consciência relativamente à realidade mais profunda e decisiva dos instintos vitais. Valorizamos também a decisiva contribuição da teoria das forças e da teoria da vontade de potência.
