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Dissertações

CRÍTICA E SUJEITO NA ‘FENOMENOLOGIA DA PERCEPÇÃO’ DE MERLEAU-PONTY

Juliano Moreira Lagôas

Dissertação
Autor
Juliano Moreira Lagôas
Orientador(a)
Débora Cristina Morato Pinto
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Juliano Moreira Lagôas. CRÍTICA E SUJEITO NA ‘FENOMENOLOGIA DA PERCEPÇÃO’ DE MERLEAU-PONTY. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): Débora Cristina Morato Pinto.2

As maneiras pelas quais o pensamento moderno – leia-se, aquele dos séculos XVII e XVIII - intervém na construção da filosofia merleau-pontiana, não apenas ilustram a importância que o fenomenólogo francês atribui ao tema da história da filosofia, como também são signatárias do duplo esforço que anima o seu projeto: o de escrutinar o presente à luz dos legados deixados pelo passado e o de tentar entrever, pelas frestas e rachaduras dos edifícios erigidos no seio da filosofia moderna, as tarefas vindouras do pensamento, os desafios com os quais a razão filosófica precisará ajustar contas. Esta dissertação tem como objetivo explicitar os modos através dos quais esse duplo esforço se apresenta na obra de Merleau-Ponty, particularmente em sua tese de doutoramento, intitulada Fenomenologia da percepção. Nossa pretensão é examinar o estatuto da crítica à razão moderna na estruturação de um problema que, tal como tentaremos mostrar, é exemplar da relação entre o projeto merleau-pontiano e a modernidade filosófica: o problema da subjetividade. Nossa hipótese é a de que a crítica à razão moderna na Fenomenologia da percepção, conduzindo ao reconhecimento da presença inalienável do mundo no horizonte da reflexão filosófica e à consequente definição do fenômeno da percepção como adesão pré-reflexiva do sujeito ao mundo, como abertura originária ao ser, permite a Merleau-Ponty recolocar o problema da subjetividade sobre novas bases, não mais aquelas fornecidas pelo paradigma cartesiano da substancialidade, mas as da experiência do corpo, da linguagem e da expressão estética.