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Dissertações

Cuidado de si e Hermenêutica do Sujeito em Michel Foucault

Gilberto Benedito de Oliveira

Dissertação
Autor
Gilberto Benedito de Oliveira
Orientador(a)
Alípio de Sousa Filho
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Gilberto Benedito de Oliveira. Cuidado de si e Hermenêutica do Sujeito em Michel Foucault. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, RN. Orientador(a): Alípio de Sousa Filho.3

O trabalho, aqui desenvolvido, tem por objetivo apresentar o objeto de estudo de Michel Foucault em seus últimos anos de ensino no Collège de France, a saber, o cuidado de si. Apresentamos o cuidado de si em seu nascer, em sua origem, a partir do personagem Sócrates e seu desenvolvimento até o início da era cristã. Com um olhar atento, apresentamos com Foucault um trabalho de retorno e resgate do cuidado de si às discussões pessoais e acadêmicas; propomos, a partir do cuidado de si, ao sujeito contemporâneo uma problematização de sua vida para que desta problematização ele crie para si mesmo modos de vida que sejam coerência, conhecimento e cuidado com o que ele tem de mais particular, seu si mesmo. Passando pelas fontes que serviram de fonte de estudo para Foucault esboçar o nascimento do cuidado de si, vamos desenhando a forma com a qual Foucault tratou os documentos que falam do cuidado de si. Apresentamos Sócrates como aquele que por excelência faz com que os outros dêem à luz a formas de conhecimento e cuidado próprios ou, em outras palavras, apresentamos o cuidado de si socrático-foucaultiano como um constante inquietar o outro a prestar atenção aos modos como ele conduz sua vida, cria para si modos de ser e, consequentemente, cria éticas de existência. Apresentamos, enfim, o cuidado de si como causa de contínua imanência de modos de subjetivação do sujeito que se configuram em um não aceitar uma essência determinada, mas uma “forma” continuamente atualizada. O cuidado de si conduz a uma relação única e formadora de modos de subjetivação do sujeito; ele cria, na dinâmica da temporalidade, formas éticas de viver que se sustentam por uma coerência interna do sujeito com ele mesmo; ele não admite estaticidade na formação do sujeito, deseja sempre uma obra de si mais bela; ele não é isolamento, necessita e se faz com o outro. O cuidado de si é o princípio e o telos das batalhas e conquistas do sujeito dentro de sua temporalidade e existência.